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Adeus, Robôs Burros: Por que a Agentic AI está Matando o RPA Tradicional em 2026

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Ricardo PujolAutor
05 de janeiro de 20264 min
Adeus, Robôs Burros: Por que a Agentic AI está Matando o RPA Tradicional em 2026

Estamos na primeira semana de janeiro de 2026 e o cenário corporativo brasileiro amanheceu com uma certeza: a era da automação rígida, baseada apenas em scripts pré-programados, está chegando ao fim. Se nos últimos cinco anos as empresas correram para implementar o RPA (Robotic Process Automation) para tarefas repetitivas, 2026 marca o ponto de virada definitivo para a Agentic AI (Inteligência Artificial Agêntica). Mas o que explica essa substituição acelerada e por que ela está acontecendo agora?

O Salto da Execução para a Autonomia

Para entender a mudança, é preciso olhar para as limitações do RPA tradicional. Até 2025, a maioria dos “robôs” de software eram, na verdade, executores cegos. Eles seguiam um roteiro estrito: “clique aqui, copie isso, cole ali”. Se um botão mudasse de lugar em um site ou se uma nota fiscal chegasse com um layout diferente, o robô travava. A manutenção era custosa e a inteligência, nula.

A Agentic AI rompe essa barreira. Diferente de um bot de RPA ou de um chatbot passivo (como os LLMs de 2023/24), um Agente de IA possui agência. Isso significa que ele recebe um objetivo — por exemplo, “reconciliar as contas a receber deste mês” — e tem a autonomia para planejar os passos, acessar as ferramentas necessárias (navegadores, bancos de dados, APIs), interpretar dados não estruturados e, crucialmente, corrigir a si mesmo caso encontre um erro.

Por que 2026 é o Ano da Virada?

Três fatores convergem para fazer de 2026 o ano da consolidação da Agentic AI no mercado empresarial:

  • Maturidade dos Modelos de Ação: Os modelos de linguagem evoluíram de apenas “geradores de texto” para “motores de raciocínio”. Em 2026, as IAs não apenas sugerem um código ou um e-mail, elas têm permissão e capacidade técnica para executar ações complexas em sistemas corporativos (ERPs, CRMs) com segurança governada.
  • Fim da Fragilidade: O maior pesadelo dos gestores de TI — a fragilidade dos bots de RPA — é resolvido pela capacidade de adaptação da IA. Se a interface de um software muda, a Agentic AI “olha” para a tela, entende o novo layout e continua o trabalho, algo impossível para o RPA clássico.
  • Custo-Benefício Real: Estudos recentes de consultorias globais indicam que o ROI (Retorno sobre Investimento) da automação agêntica supera o do RPA em até 3 vezes, devido à drástica redução nos custos de manutenção e à capacidade de automatizar processos cognitivos complexos, e não apenas tarefas manuais simples.

Agentic Process Automation (APA): O Novo Padrão

O mercado já cunhou um novo termo para essa evolução: APA (Agentic Process Automation). Enquanto o RPA lidava com dados estruturados (planilhas, formulários padronizados), a APA brilha no caos dos dados não estruturados. E-mails de clientes, contratos em PDF, logs de erro variados — tudo isso é combustível para os agentes autônomos.

No Brasil, setores como o financeiro e o varejo são os pioneiros. Bancos já utilizam agentes para análises de crédito que cruzam dados de notícias em tempo real com históricos financeiros, tomando decisões preliminares que antes exigiam analistas humanos. No varejo, agentes de cadeia de suprimentos negociam reposições de estoque autonomamente com base em previsões de demanda climática e logística.

O Futuro do Trabalho Humano

A pergunta inevitável é: isso elimina empregos? A visão de especialistas para 2026 é de uma mudança de papel. O colaborador deixa de ser o “operador do sistema” para se tornar o “gerente de agentes”. A habilidade mais valorizada agora é a orquestração — saber definir objetivos claros, configurar as permissões dos agentes e auditar o trabalho realizado pela IA.

Em resumo, o RPA tradicional não vai desaparecer da noite para o dia, mas se tornará uma tecnologia de legado, mantida apenas para processos extremamente estáticos. Para quem busca inovação e eficiência real em 2026, a aposta é clara: menos scripts, mais cérebros digitais.

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